Gato pega gripe suína nos Estados Unidos
São Paulo - Um gato de 13 anos foi infectado nos Estados Unidos com o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, no que seria o primeiro caso do tipo, segundo autoridades de saúde do país. O felino foi tratado na semana passada na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Iowa e está curado. Dois dos donos do gato tinham contraído a gripe. O vírus H1N1 também infectou dois furões, um no Estado do Oregon e outro em Nebraska. Ambos morreram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OMS diz que vacina contra nova gripe é segura e uma dose é suficiente (Reuters)
Apenas uma dose de vacina é necessária para a proteção contra o vírus influenza A (H1N1), causador da nova gripe, e até agora as vacinas se mostraram seguras, disse na sexta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas).
Especialistas em saúde vêm debatendo a necessidade de uma ou duas doses para proteger as pessoas contra a gripe. O número de doses necessárias é, evidentemente, importante. Com esse dado será possível estimar adequadamente o número total de vacinas que será preciso produzir.
A OMS vem buscando dar garantias de que as vacinas contra o H1N1, que estão sendo produzidas por 25 empresas com formulações diversas, são seguras.
"Todas as informações recebidas até agora após a vacinação - seja em testes clínicos ou em campanhas de vacinação em massa - vêm mostrando que o perfil de segurança dessas vacinas pandêmicas é muito semelhante ao da vacina contra a gripe sazonal", disse a especialista da OMS Marie-Paule Keany.
"Não foi notado nada de especial em termos de eventos adversos", disse Keany, diretora de pesquisas com vacinas da agência de saúde da ONU, falando a jornalistas em teleconferência.
No início da semana, o Grupo de Assessoria Estratégica de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS examinou as vacinas contra a gripe H1N1, que tende a afetar sobretudo adolescentes e adultos jovens.
Um comunicado divulgado pela OMS afirma que especialistas do SAGE não constataram sinais de "eventos adversos" incomuns - o termo técnico que designa complicações graves como doenças ou morte - decorrentes das vacinas.
Por essa razão, recomendaram que as mulheres grávidas, que são especialmente vulneráveis ao H1N1, devem receber as vacinas pandêmicas.
Pelo menos 5.712 pessoas já morreram de casos confirmados de H1N1 no mundo, segundo a OMS.
O comitê do SAGE recomendou que uma única dose de vacina H1N1 seja dada a adultos e adolescentes a partir de 10 anos de idade. Mais estudos são necessários para verificar a eficácia das vacinas em crianças de até 10 anos, ressalvou o grupo. Nos países onde as autoridades de saúde priorizam crianças para vacinação, devem tentar vacinar o maior número possível de crianças com uma única dose, concluiu o grupo.
As orientações da OMS com relação à vacinação contra a gripe H1N1 são vistas como cruciais para as decisões de investimento da indústria farmacêutica, além das políticas governamentais relativas à compra e distribuição de vacinas.
Especialistas em saúde vêm debatendo a necessidade de uma ou duas doses para proteger as pessoas contra a gripe. O número de doses necessárias é, evidentemente, importante. Com esse dado será possível estimar adequadamente o número total de vacinas que será preciso produzir.
A OMS vem buscando dar garantias de que as vacinas contra o H1N1, que estão sendo produzidas por 25 empresas com formulações diversas, são seguras.
"Todas as informações recebidas até agora após a vacinação - seja em testes clínicos ou em campanhas de vacinação em massa - vêm mostrando que o perfil de segurança dessas vacinas pandêmicas é muito semelhante ao da vacina contra a gripe sazonal", disse a especialista da OMS Marie-Paule Keany.
"Não foi notado nada de especial em termos de eventos adversos", disse Keany, diretora de pesquisas com vacinas da agência de saúde da ONU, falando a jornalistas em teleconferência.
No início da semana, o Grupo de Assessoria Estratégica de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS examinou as vacinas contra a gripe H1N1, que tende a afetar sobretudo adolescentes e adultos jovens.
Um comunicado divulgado pela OMS afirma que especialistas do SAGE não constataram sinais de "eventos adversos" incomuns - o termo técnico que designa complicações graves como doenças ou morte - decorrentes das vacinas.
Por essa razão, recomendaram que as mulheres grávidas, que são especialmente vulneráveis ao H1N1, devem receber as vacinas pandêmicas.
Pelo menos 5.712 pessoas já morreram de casos confirmados de H1N1 no mundo, segundo a OMS.
O comitê do SAGE recomendou que uma única dose de vacina H1N1 seja dada a adultos e adolescentes a partir de 10 anos de idade. Mais estudos são necessários para verificar a eficácia das vacinas em crianças de até 10 anos, ressalvou o grupo. Nos países onde as autoridades de saúde priorizam crianças para vacinação, devem tentar vacinar o maior número possível de crianças com uma única dose, concluiu o grupo.
As orientações da OMS com relação à vacinação contra a gripe H1N1 são vistas como cruciais para as decisões de investimento da indústria farmacêutica, além das políticas governamentais relativas à compra e distribuição de vacinas.
publicado em 26/10/2009 às 11h05:
Organização Mundial da Saúde relaciona uso do celular com câncer
Até hoje não há certeza sobre os efeitos desses telefones sobre o corpo
O uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo internacional supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados preliminares foram publicados no último sábado pelo jornal The Daily Telegraph.
Com um orçamento de 20 milhões de libras (R$ 56 milhões), a pesquisa - que durou uma década e será divulgada até o fim do ano - oferece provas de que as pessoas que abusam do celular se arriscam a sofrer tumores cerebrais.
As conclusões preliminares indicam que existe "um risco significativamente maior" de ter um tumor cerebral "relacionado ao uso de telefones celulares durante um período de dez anos ou mais".
O estudo Interphone questionará as garantias que os governos costumam dar sobre a segurança desses aparelhos e aumentará a pressão para que as autoridades de saúde divulguem conselhos mais claros.
Confira também
Pesquisadores transformam celular em potente microscópio
Pesquisadores buscam resposta para ligação entre celular e câncer
Giorgio Armani lança celular de grife por R$ 1.790
A diretora da pesquisa, a doutora Elisabeth Cardis, professora do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal) de Barcelona, disse que, apesar da "falta de resultados definitivos, vários estudos, apesar de limitados, sugerem um possível efeito de radiação de radiofrequência" gerada pelos celulares.
– Portanto, estou de acordo, em geral, com a ideia de restringir o uso (de celulares) a crianças, embora não iria tão longe em proibir os telefones celulares, já que podem ser uma ferramenta muito importante.
A especialista também defende "meios para reduzir a exposição" aos celulares, como a utilização de dispositivos handset - que permitem usar o telefone sem usar as mãos - e o uso moderado do aparelho.
Incerteza
Uma porta-voz da Creal em Barcelona diz que o estudo coordenado por Cardis inclui vários dados de cidadãos de vários países, e acrescentou que é um trabalho muito complexo que "só será divulgado no final deste ano".
O estudo Interphone envolveu pesquisas em 13 países e entrevistou 12,8 mil pessoas - entre saudáveis e pacientes com tumores -, para investigar se a exposição aos celulares está vinculada a três tipos de tumores cerebrais e um tumor da glândula salivar.
Pesquisas anteriores sobre os efeitos dos celulares na saúde foram pouco conclusivas, mas o projeto supervisionado pela OMS indica, por exemplo, que seis em oito estudos Interphone revelam um maior risco de sofrer de glioma (o tumor cerebral mais comum).
Um porta-voz da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido disse que, "por enquanto, não há provas sólidas" sobre os efeitos nocivos do uso de celulares.
Já um porta-voz da associação de operadores de telefonia celular indicou que mais de 30% dos estudos científicos sobre esse assunto não encontraram nenhum impacto negativo para a saúde.
Organização Mundial da Saúde relaciona uso do celular com câncer
Até hoje não há certeza sobre os efeitos desses telefones sobre o corpo
O uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo internacional supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados preliminares foram publicados no último sábado pelo jornal The Daily Telegraph.
Com um orçamento de 20 milhões de libras (R$ 56 milhões), a pesquisa - que durou uma década e será divulgada até o fim do ano - oferece provas de que as pessoas que abusam do celular se arriscam a sofrer tumores cerebrais.
As conclusões preliminares indicam que existe "um risco significativamente maior" de ter um tumor cerebral "relacionado ao uso de telefones celulares durante um período de dez anos ou mais".
O estudo Interphone questionará as garantias que os governos costumam dar sobre a segurança desses aparelhos e aumentará a pressão para que as autoridades de saúde divulguem conselhos mais claros.
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A diretora da pesquisa, a doutora Elisabeth Cardis, professora do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal) de Barcelona, disse que, apesar da "falta de resultados definitivos, vários estudos, apesar de limitados, sugerem um possível efeito de radiação de radiofrequência" gerada pelos celulares.
– Portanto, estou de acordo, em geral, com a ideia de restringir o uso (de celulares) a crianças, embora não iria tão longe em proibir os telefones celulares, já que podem ser uma ferramenta muito importante.
A especialista também defende "meios para reduzir a exposição" aos celulares, como a utilização de dispositivos handset - que permitem usar o telefone sem usar as mãos - e o uso moderado do aparelho.
Incerteza
Uma porta-voz da Creal em Barcelona diz que o estudo coordenado por Cardis inclui vários dados de cidadãos de vários países, e acrescentou que é um trabalho muito complexo que "só será divulgado no final deste ano".
O estudo Interphone envolveu pesquisas em 13 países e entrevistou 12,8 mil pessoas - entre saudáveis e pacientes com tumores -, para investigar se a exposição aos celulares está vinculada a três tipos de tumores cerebrais e um tumor da glândula salivar.
Pesquisas anteriores sobre os efeitos dos celulares na saúde foram pouco conclusivas, mas o projeto supervisionado pela OMS indica, por exemplo, que seis em oito estudos Interphone revelam um maior risco de sofrer de glioma (o tumor cerebral mais comum).
Um porta-voz da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido disse que, "por enquanto, não há provas sólidas" sobre os efeitos nocivos do uso de celulares.
Já um porta-voz da associação de operadores de telefonia celular indicou que mais de 30% dos estudos científicos sobre esse assunto não encontraram nenhum impacto negativo para a saúde.
publicado em 26/10/2009 às 21h24:
Sobreviventes judeus da Segunda Guerra sofrem mais de câncer
Por David Morgan, da ReutersTexto: WASHINGTON (Reuters) -
Israelenses que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial na Europa têm um risco maior de desenvolver câncer do que os outros judeus, possivelmente por causa das dificuldades enfrentadas no Holocausto, disseram pesquisadores neste domingo (25).
O estudo, publicado no Journal of the National Cancer Institute, indica que estresse ou outros fatores, como as extremas privações, podem ter influído no surgimento da doença.
Os pesquisadores liderados pela dra. Lital Keinan-Boker, da Universidade de Haifa, em Israel, compararam taxas de câncer de dois grupos de judeus israelenses nascidos na Europa: 258.048 que deixaram a Europa depois da guerra e 57.496 que emigraram antes ou durante o conflito.
Ambos os grupos têm incidência mais alta de câncer do que outros grupos étnicos judaicos e não judaicos em Israel.
Mas os pesquisadores descobriram que os judeus que passaram a Segunda Guerra na Europa tinham probabilidade pelo menos 17 por cento maior de desenvolver câncer do que aqueles que partiram antes ou durante o conflito.
Os resultados são importantes, disseram os pesquisadores, porque muitos judeus que sobreviveram à guerra na Europa também foram vítimas do Holocausto - a perseguição sistemática e o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus pelo regime nazista da Alemanha e seus colaboradores.
Eles passaram por fome severa, estresse mental e exposição ao frio e a agentes infecciosos.
- Uma possível explicação para as diferenças na incidência de câncer observada entre os vários grupos étnicos judaicos pode ser a diferença em sua exposição específica aos traumas do Holocausto, escreveram Keinan-Boker e sua equipe. "Essas observações podem ter impacto direto na saúde dos judeus sobreviventes da Segunda Guerra Mundial e, portanto, no cuidado que requerem em Israel e em outras partes".
Entre os cânceres mais comuns nos grupos estão o de colo-retal, o de mama e de pulmão.
Os riscos aumentados de câncer foram maiores entre os mais jovens -- os nascidos entre 1940 e 1945. Os pesquisadores disseram que os índices mais elevados entre os jovens sobreviventes da guerra podem indicar que as adversidades do Holocausto elevaram o risco de câncer por terem alterado os padrões hormonais e de crescimento das crianças.
Copyright Thomson Reuters 2009
Sobreviventes judeus da Segunda Guerra sofrem mais de câncer
Por David Morgan, da ReutersTexto: WASHINGTON (Reuters) -
Israelenses que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial na Europa têm um risco maior de desenvolver câncer do que os outros judeus, possivelmente por causa das dificuldades enfrentadas no Holocausto, disseram pesquisadores neste domingo (25).
O estudo, publicado no Journal of the National Cancer Institute, indica que estresse ou outros fatores, como as extremas privações, podem ter influído no surgimento da doença.
Os pesquisadores liderados pela dra. Lital Keinan-Boker, da Universidade de Haifa, em Israel, compararam taxas de câncer de dois grupos de judeus israelenses nascidos na Europa: 258.048 que deixaram a Europa depois da guerra e 57.496 que emigraram antes ou durante o conflito.
Ambos os grupos têm incidência mais alta de câncer do que outros grupos étnicos judaicos e não judaicos em Israel.
Mas os pesquisadores descobriram que os judeus que passaram a Segunda Guerra na Europa tinham probabilidade pelo menos 17 por cento maior de desenvolver câncer do que aqueles que partiram antes ou durante o conflito.
Os resultados são importantes, disseram os pesquisadores, porque muitos judeus que sobreviveram à guerra na Europa também foram vítimas do Holocausto - a perseguição sistemática e o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus pelo regime nazista da Alemanha e seus colaboradores.
Eles passaram por fome severa, estresse mental e exposição ao frio e a agentes infecciosos.
- Uma possível explicação para as diferenças na incidência de câncer observada entre os vários grupos étnicos judaicos pode ser a diferença em sua exposição específica aos traumas do Holocausto, escreveram Keinan-Boker e sua equipe. "Essas observações podem ter impacto direto na saúde dos judeus sobreviventes da Segunda Guerra Mundial e, portanto, no cuidado que requerem em Israel e em outras partes".
Entre os cânceres mais comuns nos grupos estão o de colo-retal, o de mama e de pulmão.
Os riscos aumentados de câncer foram maiores entre os mais jovens -- os nascidos entre 1940 e 1945. Os pesquisadores disseram que os índices mais elevados entre os jovens sobreviventes da guerra podem indicar que as adversidades do Holocausto elevaram o risco de câncer por terem alterado os padrões hormonais e de crescimento das crianças.
Copyright Thomson Reuters 2009
publicado em 23/10/2009 às 06h00:
Novas regras para transplantes
de órgãos animam especialistas
Médicos acreditam que anúncio do Ministério da Saúde vai melhorar,
e muito, as condições de captação e o atendimento às crianças
Cláudia Pinho, do R7
Foto por Valter Campanato/ABr
Ministro da Saúde José Gomes Temporão afirma que o governo vai destinar R$ 24 milhões para agilizar o processo de transplante de órgãos
O anúncio do Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (21), sobre as novas regras para o transplante de órgãos no país foi muito bem-vindo entre os médicos, principalmente entre aqueles que trabalham diretamente na área.
Para Willian Nahas, chefe do departamento de transplante de rim do Hospital das Clínicas de São Paulo, “isso vai ajudar, e muito, as condições de transplante no Brasil, principalmente entre as crianças”.
A partir de agora, crianças menores de 18 anos passam a ter prioridade na fila de espera e não precisam mais estar em condições graves para fazer o transplante:
- Um privilégio muito importante para elas. É muito difícil manter uma criança fazendo hemodiálise. É um processo desgastante e elas sofrem muito até conseguirem um transplante.
Com a mudança nas leis e o uso de drogas cada vez mais potentes, Nahas acredita que esses pacientes poderão ter uma evolução e um desenvolvimento normais. Pois, quanto mais tarde eles se submetem ao transplante, maiores as chances de terem seqüelas paro o resto da vida.
Outra vantagem citada por Nahas é que com a normatização entre doadores não relacionados, isto é, de não parentes, o doador receberá maior atenção por parte dos médicos. Além da autorização judicial, nessas situações, o caso deverá passar por uma avaliação multidisciplinar no próprio hospital.
- Esse acompanhamento social e psicológico do doador vai impedir que a pessoa aja por impulso ou sob coação, por exemplo. É uma proteção para aquele sujeito que pretende fazer um ato de amor.
José Henrique Andrade Vita, clínico da equipe de transplante da Beneficência Portuguesa, concorda com seu colega. E vai mais longe:
- As mudanças são ótimas, mas acredito que seja importante também um maior investimento em hospitais e UTIs para que doadores e transplantados tenham melhores condições de atendimento.
No seu anúncio, o ministro da Saúde José Gomes Temporão afirmou que o governo vai destinar R$ 24 milhões para agilizar o processo de transplante de órgãos no país, além de aumentar o valor pago às equipes envolvidas nos procedimentos de captação de órgãos.
Novas regras para transplantes
de órgãos animam especialistas
Médicos acreditam que anúncio do Ministério da Saúde vai melhorar,
e muito, as condições de captação e o atendimento às crianças
Cláudia Pinho, do R7
Foto por Valter Campanato/ABr
Ministro da Saúde José Gomes Temporão afirma que o governo vai destinar R$ 24 milhões para agilizar o processo de transplante de órgãos
O anúncio do Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (21), sobre as novas regras para o transplante de órgãos no país foi muito bem-vindo entre os médicos, principalmente entre aqueles que trabalham diretamente na área.
Para Willian Nahas, chefe do departamento de transplante de rim do Hospital das Clínicas de São Paulo, “isso vai ajudar, e muito, as condições de transplante no Brasil, principalmente entre as crianças”.
A partir de agora, crianças menores de 18 anos passam a ter prioridade na fila de espera e não precisam mais estar em condições graves para fazer o transplante:
- Um privilégio muito importante para elas. É muito difícil manter uma criança fazendo hemodiálise. É um processo desgastante e elas sofrem muito até conseguirem um transplante.
Com a mudança nas leis e o uso de drogas cada vez mais potentes, Nahas acredita que esses pacientes poderão ter uma evolução e um desenvolvimento normais. Pois, quanto mais tarde eles se submetem ao transplante, maiores as chances de terem seqüelas paro o resto da vida.
Outra vantagem citada por Nahas é que com a normatização entre doadores não relacionados, isto é, de não parentes, o doador receberá maior atenção por parte dos médicos. Além da autorização judicial, nessas situações, o caso deverá passar por uma avaliação multidisciplinar no próprio hospital.
- Esse acompanhamento social e psicológico do doador vai impedir que a pessoa aja por impulso ou sob coação, por exemplo. É uma proteção para aquele sujeito que pretende fazer um ato de amor.
José Henrique Andrade Vita, clínico da equipe de transplante da Beneficência Portuguesa, concorda com seu colega. E vai mais longe:
- As mudanças são ótimas, mas acredito que seja importante também um maior investimento em hospitais e UTIs para que doadores e transplantados tenham melhores condições de atendimento.
No seu anúncio, o ministro da Saúde José Gomes Temporão afirmou que o governo vai destinar R$ 24 milhões para agilizar o processo de transplante de órgãos no país, além de aumentar o valor pago às equipes envolvidas nos procedimentos de captação de órgãos.
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